Conheca a região do Canadá onde tem gente rasgando dinheiro.

November 16, 2015

 

Você cortaria seus suados dolares pela metade?  Você aceitaria essas notas rasgadas como pagamento?
 

O senso comum responderia "não" às duas perguntas, mas a experiência recente de uma região do Canadá mostra o contrário.

 

Na região de Gaspé, na província francófona de Quebec, desde o início do ano começaram a circular notas de 5, 10 e 20 dólares canadenses cortadas ao meio, segundo a rede estatal canadense de notícias CBC.

 

As notas ganharam o apelido carinhoso de "demi", metade em francês. Ninguém sabe quem iniciou a prática ou quantas pessoas estão usando as notas cortadas.

E os comerciantes locais aceitam as notas com gosto, pela metade do valor nominal.

 

As notas estão sendo cortadas por um motivo inusitado: pela metade, não seriam aceitas em nenhuma outra parte do Canadá. O que faz com que o dinheiro só circule na região, alimentando a economia local.

"É uma moeda que só vai circular entre esses usuários", disse à CBC Patrick DuBois, uma das pessoas que usam o demi.


Prática legal

Por mais estranha que a prática pareça, ela não está violando nenhuma lei canadense, de acordo com uma porta-voz do banco central canadense, Josianne Ménard.

 

Mas ela esclarece que a prática não é aconselhável e que não seria apropriado mutilar as notas que definiu como "símbolo e fonte de orgulho nacional".

 

A decisão da população da região de Gaspé vai contra uma das funções básicas da maioria dos governos nacionais em todo o mundo: o monopólio da expedição e regulação de moeda.

Emitir notas é uma manifestação de poder e os governos não costumam ceder esse poder.

Uma das grandes controvérsias da economia global contemporânea, por exemplo, está na decisão dos governos nacionais da zona do euro de entregar esse privilégio a uma entidade supranacional, a União Europeia.

 

Também é pouco comum que governos nacionais deixem que autoridades regionais ou locais emitam seu próprio papel moeda.

 

No caso canadense, não se trata de uma nova moeda, mas da alteração física da moeda oficial para que o dinheiro não "escape" para os grandes centros nacionais.

 

A existência do "Demi" depende da confiança e disposição dos comerciantes em aceitá-los.

Os comerciantes de Gaspé brincam quando perguntados sobre possíveis revertérios do corte de notas.

"No pior dos casos, se estivermos com problemas, só precisamos fazer um chamado para coletar todas as notas com o mesmo número de série. Sempre podemos juntá-las", disse à CBC Marton Zibeau, um usuário do "demi" de Saint-Siméon.

Mas o Banco Central do Canadá diz que pode se recusar a reembolsar qualquer pessoa que queira uma cédula de substituição se "as notas tiverem sido alteradas ou danificadas de forma deliberada ou sistemática".

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